Dar tempo aos filhos é uma opção ou um privilégio?

June 11th, 2014

My Family

Resolvi escrever sobre o tema porque o assunto é polêmico. Alguns afirmam que o tempo dedicado aos filhos é uma questão de mera decisão, ou seja, uma atitude que eu escolho ter, sem pressão ou influência externas.

Afinal, dar tempo aos filhos é uma opção ou um privilégio? A resposta, segundo minha pequena experiência, é “depende”.

Trabalho em casa desde o final de 2010. Naquela ocasião, minha esposa já tinha deixado o emprego, e preparava-se para assumir a função de mãe. Mas, estávamos iniciando nosso próprio negócio, trabalhando em casa, o que nos permitiu adotar uma rotina familiar bem diferente do que encontramos no Brasil.

Segundo as estatísticas mais recentes, mais de 64% das mulheres trabalham fora, e mais de 74% das famílias são sustentadas pelos dois cônjuges, ou seja, homem e mulher trabalham. Nesse caso, fica fácil entender que os pais precisam tomar uma decisão difícil, logo após o término da licença-maternidade. Com quem deixar seu filho: com os avós ou parentes, contratar uma babá, matricular o bebê em um berçário ou, a última opção para muitos, recorrer à creche pública?

Durante a gestação de minha esposa, e até minha filha completar 1 ano, o sistema home-office convivia perfeitamente com o estilo de vida de quem trabalha em casa e têm ao seu lado a companhia dos filhos. Até esta idade, as crianças ainda não começaram a caminhar, e irão dar seus primeiros passos entre os 10-12 meses, em média. Nesse período, elas passam praticamente todo o tempo no berço, bebê-conforto, no carrinho, cercadinho, em um colchonete na sala ou nos braços dos avós ou de uma babá. Assim, não há maiores dificuldades em trabalhar com relativa tranquilidade. As interrupções, nesta fase, costumam ser para realizar as tarefas básicas de cuidados com o bebê: alimentação ou amamentação, troca de fraldas, banho e colocar o pequeno para dormir.

Mas é a partir de 1 ano, quando o bebê deixa de ser bebê, e torna-se uma pequena criança ao dar seus primeiros passinhos. É neste momento quando nossos filhos irão em busca de conhecer o ambiente, de explorar a casa. Suas mãozinhas agora estão sob controle, e eles podem começar a tocar e pegar objetos – nem sempre seguros. Aquele bebê que permanecia fora de perigo dentro do berço ou do carrinho, agora, têm diante de si um amplo espaço para caminhar, e mesmo com sua pequena caminhada, é o suficiente para que seja necessário o olhar atento de um adulto. Na medida em que a criança cresce, cresce proporcionalmente o tempo de dedicação necessária por parte de um adulto.

Tivemos a sorte de contar com a ajuda dos “avós-babá”. Meu pai teve um papel predominante na criação dos filhos, quando eu e meu irmão éramos pequenos, enquanto minha mãe trabalhava em dois empregos na área médico-hospitalar, fazendo o papel de provedora do lar. Isto deu a prática necessária para que meu pai pudesse cuidar da Giovanna, enquanto eu e minha esposa trabalhávamos. 

Estatísticas revelam que 37,3% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres. Com jornada dupla, minha mãe passava quase 18 horas por dia trabalhando fora. Meu pai era zelador, e seu expediente seguia o horário comercial. Posso dizer que, de certa forma, fui criado pela televisão e ao lado de brinquedos. Para compensar sua ausência, e provavelmente no anseio de fazer algo pelos filhos e vê-los felizes, minha mãe fazia seu melhor para dar presentes sempre que possível. O grande quintal nos fundos da casa onde morávamos permitia que as crianças brincassem juntas, e assim fazíamos muitas amizades. Talvez isso contribui um pouco para diminuir o vazio deixado ausência dos pais, não porquê eles decidiram trabalhar, mas simplesmente porque eles precisavam.

Com o tempo, percebi que a frequência com que meu pai tinha que cuidar de minha filha era constante, e isto causou-me a impressão de que eu não estava dedicando tempo adequado para convivência com ela. Mas, ao refletir sobre a realidade da maioria das famílias, eu percebi que isso não era apenas uma questão de simples escolha dos pais (minha ou de minha esposa), mas sim um privilégio e uma benção.

Enquanto conseguimos construir um negócio para trabalhar em nossa residência, a maioria das famílias não teve ainda a mesma oportunidade. Trabalhei por quase 15 anos como funcionário em duas empresas, onde na última era necessário que eu levantasse as 5h da manhã, e chegava em casa por volta das 8 horas da noite. Quando os dois cônjuges têm a mesma rotina de jornada de trabalho, trabalhar em período integral, encontrar tempo e energia para dedicar atenção e tempo de qualidade com os filhos não é tarefa das mais simples. Conheci vários amigos que, ao sair de casa para trabalhar, deixavam os filhos dormindo, e ao chegar em casa eles já tinham ido dormir. Muitos destes amigos chegaram a dizer: – “Não vi meus filhos crescerem”. Esta condições pouco animadora é comum na grande maioria das famílias, no Brasil e provavelmente em várias partes do mundo.

Então, quando olhamos para nossa própria condição e circunstância, dar tempo aos filhos pode ser uma questão de escolha e decisão pessoal. Eu particularmente posso brincar com minha filha desde a hora em que ela acorda até o momento em que ela vai para a escolinha (maternal). Quando ela volta, lá pelas 17h, posso eventualmente continuar brincando e brincando, até a hora de dormir – se depender dela, naturalmente ela não pára de brincar para tomar banho ou comer. Enquanto isso, devo dizer que a mamãe está lá no computador, tomando conta do trabalho que fazemos em casa. Se não fosse assim, eu não poderia estar com minha filha. Portanto, um dos dois têm que estar trabalhando.

Mas quando olhamos sob um ponto de vista maior, compreendemos que dar tempo aos filhos é um privilégio, uma benção, um presente de Deus. Se a mãe está em casa com seu filho, provavelmente seu marido está lá fora, trabalhando. Se o marido está em casa com seu filho, provavelmente sua esposa está provendo o sustento para sua casa. Se apenas um dos dois precisa trabalhar, tudo indica que o ganho proveniente de um dos cônjuges é suficiente para a subsistência do lar, pelo menos para as necessidades básicas. Quando os dois precisam trabalhar, a razão para isso é que normalmente o salário de casa cônjuge não é suficiente para, sozinho, suportar as despesas da casa. Então, a única saída é fazer a opção entre babá, creche/berçário ou avós/parentes, para deixar nossos filhos enquanto trabalhamos.

Nossos filhos querem nosso tempo, e definitivamente é ótimo estar com eles, afinal, a infância é a fase da vida que passa mais rápido. A fase que começa a partir de 1 ano, e prolonga-se pelos próximos 3 anos pelo menos, é divertida e mágica. Tudo é festa, brincadeira e alegria. Ao mesmo tempo em que desejamos ficar com nossos filhos, queremos proporcionar à eles o melhor em termos de alimentação, educação, vestuário, lazer e tudo mais – e tudo isso se consegue, neste mundo em que vivemos, às custas de capacidade financeira – ou trabalho.

Quando conseguimos equilibrar essas duas importantes áreas em nossas vidas – tempo de qualidade com os filhos e estabilidade financeira – teremos maior satisfação e realização por ter cumprido nosso papel como pais e provedores da família. Talvez este equilíbrio ainda esteja longe da maioria dos pais e mães, mas é possível conquistar essa liberdade e este presente que é estar com os filhos pelo maior tempo possível, ao mesmo tempo em que o cuidado com as finanças não precisa ser deixado de lado. Se você está em casa com seu filho, provavelmente alguém foi à luta por vocês e está garantindo que as condições do lar sejam as melhores possíveis.

Vá pelos valados

June 7th, 2014

Jesus respondeu: “Certo homem estava preparando um grande banquete e convidou muitas pessoas.

17 Na hora de começar, enviou seu servo para dizer aos que haviam sido convidados: ‘Venham, pois tudo já está pronto’.

18 “Mas eles começaram, um por um, a apresentar desculpas. O primeiro disse: ‘Acabei de comprar uma propriedade e preciso ir vê-la. Por favor, desculpe-me’.

19 “Outro disse: ‘Acabei de comprar cinco juntas de bois e estou indo experimentá-las. Por favor, desculpe-me’.

20 “Ainda outro disse: ‘Acabo de me casar, por isso não posso ir’.

21 “O servo voltou e relatou isso ao seu senhor. Então o dono da casa irou-se e ordenou ao seu servo: ‘Vá rapidamente para as ruas e os becos da cidade e traga os pobres, os aleijados, os cegos e os mancos’.

22 “Disse o servo: ‘O que o senhor ordenou foi feito, e ainda há lugar’.

23 “Então o senhor disse ao servo: ‘Vá pelos caminhos e valados e obrigue-os a entrar, para que a minha casa fique cheia.

24 Eu digo a vocês: Nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete’ “.

Como larguei o emprego e passei a trabalhar na Internet em casa

May 22nd, 2014

TulipsPreciso compartilhar meus pensamentos com você, que não sente mais prazer no seu trabalho, em sua atividade ou já não está tão motivado na empresa onde trabalha.

Devo dizer que vim da área de tecnologia. Estudei Ciências da Computação na faculdade, e comecei a trabalhar nesta área à 14 anos, em 1996. No início, gostava do meu trabalho, e me sentia animado. Durante esses 14 anos, tive apenas dois empregos. No segundo emprego, percebi que eu não já não era mais feliz, especialmente porque passei a trabalhar longe de casa. Eram quase 2 horas para ir, e mais 2 horas para voltar. Comecei a pensar que o meu trabalho na área de tecnologia não era o objetivo final, mas talvez era somente uma experiência necessária, que iria fornecer as ferramentas úteis para criar o meu próprio negócio. Percebi que meu objetivo não era ser um desenvolvedor de software. Eu tinha que entender um pouco de tecnologia, para que a base necessária fosse construída, e assim tivesse à disposição alguns elementos importantes para criar um negócio on-line.

Estes 14 anos também serviram para entender um pouco sobre o relacionamento com as pessoas. Dei suporte a usuários de sistemas. Ajudei com treinamentos em software, trabalhei corrigindo bugs e participei do planejamento de negócios em uma empresa de médio porte. Nestes anos de trabalho, tratei com pessoas de vários tipos de personalidade. Talvez isso me ajudou a ter alguma experiência em lidar com clientes.

Finalmente, em 2010, comecei a ficar deprimido. Nesse ponto, eu já estava no segundo (e último) trabalho. Convivi com pessoas difíceis, algumas sarcásticas e insensíveis. Muitas destas pessoas, os conhecidos “colegas de trabalho”, tinham por hábito tratar os funcionários mais jovens com desprezo. Eu vim de um emprego onde estive ocupando cargos de relativa importância, mas no segundo emprego eu voltei a ser uma espécie de estagiário. Os antigos funcionários não tratam muito bem os recém-chegados naquela empresa. Mas, nesse segundo trabalho, eu tinha um excelente salário, o que me fez ficar por algum tempo, e aproveitei para poupar dinheiro.

Enfim, cheguei ao limite e pedi licença em julho de 2010, e nunca mais voltei. Toda essa história, que resumi para você, é algo que me deixa orgulhoso. Eu realmente passei os últimos meses em profunda tristeza, pois meu anseio era livrar-me daquele último emprego. Naqueles dias, eu me via sem saída, e tinha dificuldades para encontrar uma idéia que ajudasse-me a deixar o emprego e começar meu próprio negócio. Eu estava com medo. Medo de abandonar um salário garantido no final do mês, o medo de não pagar as contas, o medo do desconhecido, medo do sentimento de segurança que o trabalho proporcionava.

Além disso, eu realmente era motivo de piada para alguns “amigos”. Eles não acreditavam que eu seria capaz de abrir um negócio. Principalmente, os companheiros mais velhos, estes eram os mais incrédulos. Várias destas pessoas simplesmente zombavam, quando eu compartilhava sobre meu sonho de trabalhar em casa. Muitas daquelas pessoas olhavam para si mesmas e viam-se como “deuses”, somente porque tinham um salário maior e, em tese, mais experiência na empresa. Hoje em dia, trabalho em casa com duas lojas on-line, eu ganho o suficiente para manter o mesmo padrão de vida em relação ao que eu tinha quando era empregado. Não sou rico, mas agora não tenho patrão, e faço meus próprios horários. Posso levar minha filha para um passeio, posso brincar com ela ou levá-la ao pediatra, sem pedir a bênção de um chefe.

Devo dizer que eu sou apaixonado em falar sobre isso. Eu estava determinado a provar aos outros e, especialmente, para mim mesmo, que era possível trabalhar em casa. No passado, isto era um sonho, mas hoje é realidade. Vejo um monte de pessoas infelizes em seus trabalhos. Estas são as pessoas que estão trabalhando em um emprego apenas pela necessidade de salário. São pessoas que são quase obrigadas a dar um sorriso para os colegas do escritório, mas este não é um sorriso sincero. São pessoas que, ao chegar no domingo, sentem angústia quando lembram que terão de voltar a um ambiente do qual já não sentem-se bem, e precisam estar com outras pessoas com as quais não possuem um bom relacionamento, mas é necessário “aturá-las”. Eu estava nessa situação. Acho que a saída de um emprego onde nos sentimos como em uma prisão é uma vitória. 

Por que decidi recomeçar

May 19th, 2014

rankingSempre quando não estamos satisfeitos com a realidade em que vivemos, temos a tendência de murmurar, de reclamar. Queixar-se da situação, por si só, não resolverá nossos problemas e muito menos a insatisfação. Nesse caso, o melhor a fazer é buscar soluções e alternativas, isto é, procurar caminhos diferentes. Afinal, se fizermos sempre as mesmas coisas, eventualmente teremos sempre os mesmos resultados. É fácil notar o grande número de pessoas insatisfeitas em seus empregos. Essa gente simplesmente não suporta mais o ambiente no qual trabalham, mas elas resistem e permanecem onde estão. Por que?

A maioria é dependente demais desse emprego, e precisa continuar ali porque têm várias dívidas para pagar, despesas para manter, a prestação do imóvel que todo mês chega em casa sem falhar. Após quatro anos, finalmente consegui livrar-me dessa condição, que parecia um beco sem saída. Desde 2010, trabalho em casa. Isto parecia um sonho praticamente impossível à alguns anos atrás. Hoje, é uma realidade. Mas essa realidade já começa a apresentar sinais de que algo precisa ser corrigido, melhorado e ajustado. Mesmo trabalhando em casa, há certas coisas que não funcionam muito bem, e precisam ser corrigidas para o bem da família e da vida pessoal. Há um propósito maior do que simplesmente viver pelo trabalho.

Desistir e recomeçar é a saída, para construir um destino novo, diferente da realidade em que vivemos hoje. Se há algo que está incomodando, só há duas opções: conformar-se com a sua condição e aceitar, ou decidir que algo pode ser feito para mudar o presente.

A partir de hoje, estou colocando o primeiro tijolo, dando o primeiro passo, para seguir uma trajetória rumo aos meus verdadeiros objetivos. Tudo o que foi construído e conquistado até hoje representa um enorme tesouro. Todo o conhecimento e experiência acumulados, ao longo dos anos, com as vitórias e fracassos pelo caminho, formaram um ativo cujo valor não se pode calcular. Essa bagagem será importante para oferecer as ferramentas certas na conquista de uma nova vida.

Minha razão de viver

July 24th, 2010

Não é dificil encontrar pessoas que, em um certo momento da vida, começam a perguntar para si mesmas sobre qual é a verdadeira razão de viver. Eu mesmo já passei por um momento como estes. Em 1998, passei a sentir uma certa falta de respostas para a minha pergunta: por quê estou aqui? O que devo fazer? Para quê vim a este mundo e para onde irei? Haviam várias respostas, e em cada lugar por onde eu procurava, existia uma resposta diferente.

Durante vários anos, fui educado e ensinado pelos meus pais da mesma forma que a maioria das crianças e jovens é ensinado. Ou seja, a recomendação dos pais eram algo do tipo: vá para a escola, tire notas boas, para que um dia você possa arrumar um bom emprego. E aos domingos, vá à missa e frequente o catecismo. Então, como filho obediente que fui, segui todos os conselhos e orientações dos meus pais. Será que você também faz ou fazia o mesmo?

Chegou um certo ponto em que eu não conseguia mais aceitar as respostas da forma que me eram dadas. Eu passei a sentir um certo vazio, um sentimento de desconforto. Era como se alguma coisa estivesse faltando. Era como se em todas as respostas que as pessoas me davam não havia a a resposta que eu estava procurando, ou não apresentava a resposta correta. As intenções eram todas boas, afinal, os meus pais sempre procuravam fazer o melhor que podiam por mim, dentro das possibilidades deles. Então, comecei a olhar com um pouco mais de atenção para dentro da igreja, afim de procurar as respostas para a minha pergunta: qual era a razão de viver?

Naquela época, eu já estava com quase 22 anos. Com um pouco de má vontade e meio que por obrigação, eu comecei a frequentar todas as aulas do catecismo. Eu não tinha nada contra ao que era ensinado, e era respeitado por todos os alunos, além de respeitar a todos também. O problema era que eu achava aquilo tudo muito cansantivo, e o sentimento que eu tinha era como se aquelas aulas não estavam sendo o alimento que saciava minha fome. Tudo era muito bem-explicado e os professores eram bastante dedicados, mas tudo que era falado não era o que eu estava procurando. Eles até poderiam estar corretos e ensinando com sinceridade, mas eu ainda sentia que faltava alguma coisa.

Em algum momento que eu não sei precisar exatamente quando, comecei a abrir a bíblia para ler. Foi meio que involuntário. Ninguém jamais havia pedido para eu fazer isso. Simplesmente, abri e comecei a ler. Como um faminto à procura de comida, comecei a procurar ali o meu sustento, para preencher a fome que eu tinha por respostas. O mais curioso para mim naquele momento foi que eu não tinha a menor idéia do que iria encontrar, ou do que iria aprender ao ler a bíblia. Por que eu resolve abrir a bíblia? Não sei. Só sei que abri e comecei a ler, como que por “instinto”.

De alguma forma, a minha consciência – se posso dizer assim – fez com que eu fosse buscar na bíblia as informações das quais eu precisava para entender sobre a razão de viver. E, conforme eu fui lendo, percebi algumas coisas que estavam em oposição ao que eu percebia ao meu redor. Aos poucos, fui entendendo que as pessoas ensinavam-me certas coisas que, na bíblia, não eram confirmadas ou eram explicadas de forma diferente. Continuei minha busca pela motivação de viver, mas também, a cada página de leitura terminada, passei a ter mais saciedade, ou seja, aquela sensação de vazio e de perguntas sem resposta começou a ir, aos poucos, embora. Mas, precisei tomar um rumo diferente se quisesse viver da forma como eu acreditava ser a mais condizente com o real motivo para viver. Ou em outras palavras, eu tinha que tomar a decisão de viver com motivação, de ter uma razão para viver.

Em um certo momento, no final do ano de 1998, eu conheci um amigo o qual teve a paciência e a preocupação necessárias para lidar com alguém como eu, que havia sofrido muito com preconceito, com desprezo e com humilhação. Sentia-me um “lixo humano” naquela época, e era como se todas as pessoas do mundo tivessem me rejeitado. E, como eu já vinha tendo problemas com a timidez, aquela sincera amizade foi como um alívio para uma profunda dor. E foi neste momento que o tal amigo começou a falar de uma pessoa chamada “Jesus”.

Como eu já vinha lendo a bíblia por algum tempo, e praticamente todos nós já ouvimos falar de Jesus, principalmente na época de Natal e em feriados religiosos, não tive muitos problemas em entender o que este meu amigo estava falando. Só que os problemas – ou melhor, as dúvidas – começaram quando ele passou a falar sobre como ele vivia e relacionava-se com Jesus. Ora, mas como assim relacionar-se com Jesus? Era algo no qual eu nunca havia ouvido falar. Era uma forma nova de ver o mesmo assunto, ou seja, todos nós já ouvimos falar sobre Deus, sobre Jesus, mas nem sempre ouvimos falar sobre todas as coisas sobre essas pessoas.

Até pouco tempo atrás, a idéia que eu tinha era que Deus e Jesus eram alguém para os quais nós rezávamos e pedíamos ajuda, por causa de problemas que passávamos, como doenças, alguma tragédia que tivesse acontecido conosco ou para pedir ajuda em alguma situação difícil. E além disso, Deus e Jesus eram pessoas que estavam lá no céu, em um lugar bem longe, e que nós podíamos falar com eles através da atitude que as pessoas chamavam de “rezar”, porém o contrário não seria possível (pelo menos, ninguém havia ensinado-me ou dito para mim que seria possível) ouví-los falar conosco. Então, parecia bem estranho para mim, agora, aprender que eles poderiam falar comigo também. Eles eram ou não eram pessoas? E pessoas falam, não falam?

Então, no começo do ano de 1999, ao ver uma apresentação teatral em frente ao mar, que acontecia durante a manhã em um final de semana no qual eu havia saído para fazer uma caminhada matinal, tive que parar para olhar. O grupo teatral estava encenando uma certa situação justamente da época que Jesus viveu no mundo. Mas o engraçado foi a forma como eu parei para olhar a tal peça. Sendo que eu tinha saído para caminhar, era essa a minha motivação para sair e ao ver o grupo de jovens fazendo aquela apresentação, por um momento eu olhei para eles mas não quis ficar olhando, e então segui em frente. Só que começou a chover, poucos minutos depois, e por isso resolvi voltar. Ao passar pelos jovens que já estavam apresentando a peça, decidi ficar ali olhando. E não é que a chuva parou?!

Terminando a peça, um dos meninos que ali estavam aproximou-se e me perguntou: – “Você quer receber Jesus como Senhor e Salvador de sua vida?”, E falou-me algumas coisas mais. Sem muita dificuldade, respondi que sim, afinal, o que teria a perder? E além do mais, este Jesus sobre o qual eu havia lendo e aprendendo ultimamente, somado ao fato de que eu havia descoberto que ele é uma pessoa que, como o próprio nome diz, é uma “pessoa” – com capacidade para ver, ouvir, falar – parecia-me uma pessoa boa, e por isso, a decisão foi bem fácil. E uma outra coisa que chamou minha atenção foi para o “dom da vida eterna”, o que para alguém que, como eu, sentia verdadeiro pânico em somente pensar na morte, foi uma notícia bem agradável.

Agradeci aos jovens que deram-me um pouco de atenção, peguei um folheto que eles deixaram comigo, e voltei para casa, inexplicavelmente com uma sensação de prazer diferente, emocionalmente falando. Era como se eu estivesse mais “leve”, e algum peso havia sido retirado de minhas costas. Comecei a refletir um pouco naquilo que o rapaz da peça teatral havia falado, sobre entregar a vida para Jesus. No início, senti um pouco de drama ou de sacrifício nessa palavra, afinal, eu tinha que entregar a minha própria vida! Mas, como alguém que se atira sobre as nuvens e salta de pára-quedas, confiando que o pára-quedas vai abrir, eu literalmente me atirei naquela decisão que havia tomado, e depositei todas as minhas esperanças e confiança naquela que poderia cuidar da minha vida bem melhor do que eu mesmo, pois de alguma maneira, passei a acreditar profundamente nisso. Depois, descobrir que o “acreditar profundamente” era o que as pessoas chamavam de “Fé”.

Logo vieram as primeiras experiências neste novo relacionamento no qual eu havia entrado, pois eu havia convidado uma nova pessoa para entrar em minha vida, mas não apenas entrar em minha vida, mas assumir o controle dela, assumir o comando, ou seja, passando o controle e o domínio de mim mesmo para que esta pessoa tivesse toda a autonomia, toda a liderança sobre eu mesmo. Que coisa incrível, não é? Ninguém, em sã consciência, faria isso consigo mesmo, ou seja, entregar-se à si mesmo para o domínio de outra pessoa, como em uma relação de escravidão.

Neste caso, a relação que melhor representa minha relção com Jesus é a de Pai e filho. E não apenas a de um filho, mas de um filho recém-nascido, pois era nesta situação em que encontrava-me. Assim como uma criança incapaz de perceber o mundo ao seu redor e de proteger-se por si própria, assim somos nós quando nos damos conta de que precisamos de alguém para ser o nosso pai. Assim como todos nós tivemos pais que nos protegeram e nos alimentaram em uma época que não podíamos fazer isso por conta própria, assim é o nosso relacionamento com Deus, continuando assim por toda a nossa vida.

Com o passar do tempo, logo compreendi que havia encontrado a razão de viver. O motivo de viver estava nele, no pai que eu acabava de encontrar, embora já tivesse ouvido falar de diversas formas. Contudo, a questão não é ouvir falar de alguém, mas sim a convivência com este alguém. Isto sim faz toda a diferença. Assim como um pai precisa conviver com seu filho para que seja verdadeiramente pai – aquele que educa, que disciplina, que cuida e que protege – nós também necessitamos dessa relação aberta e profunda com Deus, que viver a relação pai-filho da maneira mais completa e verdadeira.

Depois, percebi que Deus buscava e sempre busca este relacionamento com todas as pessoas, com todos os seres humanos que habitam este planeta. Ninguém, nenhum de nós pode e deve sentir-se sozinho, isolado, desprezado ou rejeitado, porque todos nós temos um pai à nossa espera. E nós só precisamos saber disso e querer recuperar este relacionamento, que precisa ser recuperado. Descobri que um dia, há muito tempo atrás, este relacionamento entre nós e o pai, ou seja, entre nós e Deus, era um relacionamento perfeito e lindo, mas este relacionamento foi quebrado. Mas, ainda bem que Deus encontrou uma forma de renovar este relacionamento, e torná-lo possível outra vez.

Quando eu sentia aquela sensação de vazio interior, de que algo estava faltando mas eu não sabia o que era, era a falta daquele pai que sempre estava aqui, a espera deste convívio, porém não havia como saber se alguém não mostrasse que isso era possível. Quando nós somos abatidos e humilhados por este mundo, quando as pessoas nos dão as costas e traem nossa confiança, quando nós somos rejeitados e nos fazem sentir incapazes de qualquer coisa, é aí que chegamos a conclusão de que as pessoas não são capazes o bastante para nos fazerem realmente felizes. Ou mais: descobrimos que a felilcidade ou a motivação de viver não está nas pessoas e que elas não têm condição de proporcionar a nossa alegria e o nosso prazer de viver. Não é nas pessoas que encontramos a razão de viver. Somos imperfeitos, com várias falhas e defeitos, os quais nos impedem de sermos infalíveis. Invariavelmente, magoamos as pessoas e, involuntariamente, fazemos as pessoas tristes sem que sequer tenhamos a oportunidade de perceber isso.

O amor sempre me pareceu uma riqueza muito difícil de encontrar e de manter. Era essa a busca que me acompanhava, ao lado daquele vazio interior. Em um determinado momento da vida, sentimos a necessidade de sermos amados, de receber amor. Quantos de nós já tivemos a sensação de que amamos alguém mais do que somos amados? Você já teve essa impressão? Você já sentiu que alguém te amava menos do que você amava esta pessoa? É muito ruim, não é?

Depois de algumas desilusões amorosas e tristezas provocadas por amores não correspondidos (amor não correspondido é algo que também nos causa profunda dor), decidi que meu coração dificilmente estaria em boas mãos, sejam com quem quer que fosse. Foi quando, na busca pela razão de viver, pude conhecer a pessoa de Jesus e que, ele sim, era o único digno e confiável de receber o nosso coração, por completo, sem qualquer receio da nossa parte.

Quantas vezes tivemos medo de amar alguém, de começar um relacionamento, um namoro, com medo de que a outra pessoa pudesse ferir-nos, ser infiel ou nos magoar? Este é um medo traumatizante e paralizante. É um medo que impede-nos de confiar facilmente, novamente, em alguém. Mas foi aqui que aprendi algo: as pessoas sempre irão causar-nos alguma dor, e além disso, as pessoas sempre procuram reciprocidade, ou seja, você precisa fazer com que alguém goste de você. Os relacionamentos são assim. Ninguém gosta de outra pessoa por acaso, mas sim por aquilo que a outra pessoa pode lhe proporcionar, em aspectos emocionais e materiais. Somos pessoas que procuramos afeto, respeito e amor, e assim como nós procuramos tudo isso, as outras pessoas fazem o mesmo.

Com Jesus, é diferente. Pode uma pessoa amar alguém incondicionalmente, ou seja, sem que aquela pessoa tenha feito alguma coisa para que possamos amá-la? É bem difícil. Encontramos apenas uma única forma de amor incondicional: o amor dos pais pelos filhos. Os filhos nada fizeram para que seus pais o amassem. Os pais, simplesmente, o amam. É assim com Deus. Como um pai que Ele é, somos amados sem que tenhamos de fazer alguma coisa para sermos merecedores deste amor.

Mas, há algo mais maravilhoso dentro deste relacionamento, entre nós e Jesus. Independentemente de nossas falhas de caráter, de nossos erros e de nossas imperfeições, sejam elas físicas ou emocionais, Jesus nos concede seu amor da mesma forma. Não seria assim se estivéssemos falando de uma pessoa comum, não é? Quantos casais, quantas famílias e quantas amizades foram destruídas pelos problemas e por erros cometidos entre as pessoas que conviviam juntas. Em muitas situações, os erros não são superados e nem perdoados, fazendo com que as pessoas terminem um relacionamento que pode ter durado muito anos.

Hoje, vejo que as pessoas, a humanidade, precisa conhecer o mais breve possível a este pai que sempre nos esperou. Sem ele, é como se vivêssemos sempre incompletos, sem sentido e sem razão para viver. Foi nele que encontrei a mim mesmo, vencendo as feridas e apagando as cicatrizes que as outras pessoas deixaram marcadas em minha alma. Este é o relacionamento que mais vale a pena e que faz de nossa vida uma vida com sentido e com propósitos.

Falta de tempo

July 4th, 2010

Será que temos tempo para fazer tudo aquilo que gostaríamos? Será que, por não ter tempo suficiente, estamos deixando de dar atenção para aquelas pessoas a quem amamos, ou não estamos mais nos dedicando a fazer algo que realmente amamos?

A falta de tempo, ou melhor, o mal uso do tempo, é o motivo mais comum pelo qual as pessoas sentem-se frustradas e decepcionadas com suas próprias vidas. Normalmente, quando queremos fazer alguma coisa e não conseguimos porque não temos tempo, o sentimento que toma conta de nós é de uma sensação de tristeza, desconforto e de angústia. A falta de tempo aperta o nosso peito e esmaga nosso coração, e sentimo-nos prisioneiros do relógio, que torna-se um adversário, e a falta de tempo transforma-se em um problema.

Mas, será que temos falta de tempo ou o nosso tempo é, na verdade, desperdiçado? Se lembrarmos que o dia têm 24 horas para todas as pessoas, então não poderemos ter tempo faltando, mas sim um mal uso do tempo. Então, podemos afirmar que todos nós temos a mesma quantidade de tempo disponível, e ninguém têm maior ou menor quantidade de tempo. Todos nós vivemos em um dia com 24 horas, em uma semana que têm 7 dias, e em um ano que têm 365 dias.

A questão é: o que estamos fazendo com o tempo que temos? Esta pergunta, quando respondida com sinceridade, pode revelar o uso que estamos fazendo de nosso tempo, e chegaremos à conclusão de que estamos gastando muito tempo com atividades e afazeres que consomem um precioso tempo, e que na realidade, estas atividades e afazeres não têm prioridade ou grande importância em nossas vidas.

Vamos dar alguns exemplos?

Quanto tempo você gasta, por exemplo, assistindo televisão? Não estou aqui dizendo que a televisão ou os programas de televisão representam a causa de que nós não temos tempo, mas, comece a pensar em quantas horas por dia ou por semana são gastas com novelas, programas sem importância e outros entretenimentos que, na maioria das vezes, não acrescentam nada de útil à sua vida; pelo contrário, estamos vendo cada vez mais programas que ensinam maldades, desonestidades, e mostram um lado nem sempre tão bom do ser humano. Poucos são os programas de televisão que são úteis para nossas famílias, e trazem ensinamentos importantes e úteis para as nossas vidas. Quando começamos a reparar no tempo que desperdiçamos em frente à TV, assistindo coisas tristes e sem qualquer sentido, podemos entender para onde está indo uma parte do nosso precioso tempo.

Para as pessoas que gastam muito tempo com transporte, seja para ir ao trabalho ou para frequentar a escola ou um curso qualquer, a distância entre estes locais e a sua residência pode ser outro motivo que leva você a perder uma grande parte do seu tempo. Passar uma, duas, três ou mais horas no trânsito ou nas estradas, para ir ao trabalho e voltar, irá levar embora várias horas importantes no decorrer de sua semana. E, se você somar a quantidade das horas gastas diariamente com a locomoção, verá que essas horas são, na realidade, um ou dois dias inteiros desperdiçados com transporte. Pense em quantas coisas importantes você poderia fazer, com todo esse tempo que foi jogado fora.

As filas, que enfrentamos em caixas de supermercado, bancos e outros lugares públicos e no comércio, também são responsáveis por grande parte da perda do nosso tempo. Nem sempre é possível fugir dessa situação, pois quando menos esperamos é que os imprevistos surgem, e os compromissos que temos de fazer não podem ser desprezados. Porém, com algumas pequenas mudanças de hábitos, podemos reduzir a perda do nosso tempo com filas e em outras situações onde temos que aguardar muito tempo para sermos atendidos ou para resolver um determinado problema.

No próximo artigo, vamos falar sobre algumas coisas que podemos fazer para tentar diminuir a perda de tempo, e fazer um melhor uso de nossas vidas.

Até lá.

11 perguntas feitas ao diabo

June 26th, 2010

11 PERGUNTAS FEITAS PARA O DIABO:


QUEM O CRIOU?

Lúcifer : Fui criado pelo próprio Deus, bem antes da existência do homem. [Ezequiel 28:15]

COMO VOCÊ ERA QUANDO FOI CRIADO?
Lúcifer : Vim à existência já na forma adulta e, como Adão, não tive infância. Eu era um símbolo de perfeição, cheio de sabedoria e formosura e minhas vestes foram preparadas com pedras preciosas. [Ezequiel 28:12,13]

ONDE VOCÊ MORAVA?
Lúcifer : No Jardim do Éden e caminhava no brilho das pedras preciosas do monte Santo de Deus. [Ezequiel 28:13]

QUAL ERA SUA FUNÇÃO NO REINO DE DEUS?
Lúcifer : Como querubim da guarda, ungido e estabelecido por Deus, minha função era guardar a Glória de Deus e conduzir os louvores dos anjos. Um terço deles estava sob o meu comando. [Ezequiel 28:14; Apocalipse 12:4]

ALGUMA COISA FALTAVA A VOCÊ?
Lúcifer : (reflexivo, diminuiu o tom de voz) Não, nada. [Ezequiel 28:13]

O QUE ACONTECEU QUE O AFASTOU DA FUNÇÃO DE MAIOR HONRA QUE UM SER VIVO PODERIA TER?
Lúcifer : Isso não aconteceu de repente. Um dia eu me vi nas pedras (como espelho) e percebi que sobrepujava os outros anjos (talvez não a Miguel ou Gabriel) em beleza, força e inteligência. Comecei então a pensar como seria ser adorado como deus e passei a desejar isto no meu coração. Do desejo passei para o planejamento, estudando como firmar o meu trono acima das estrelas de Deus e ser semelhante a Ele. Num determinado dia tentei realizar meu desejo, mas acabei expulso do Santo Monte de Deus. [Isaías 14:13,14; Ezequiel 28: 15-17]

O QUE DETONOU FINALMENTE A SUA REBELIÃO?
Lúcifer : Quando percebi que Deus estava para criar alguém semelhante a Ele e, por conseqüência, superior a mim, não consegui aceitar o fato. Manifestei então os verdadeiros propósitos do meu coração. [Isaías 14:12-14]

O QUE ACONTECEU COM OS ANJOS QUE ESTAVAM SOB O SEU COMANDO?
Lúcifer : Eles me seguiram e também foram expulsos. Formamos juntos o império das trevas. [Apocalipse 12:3,4]

COMO VOCÊ ENCARA O HOMEM?
Lúcifer : (com raiva) Tenho ódio da raça humana e faço tudo para destruí-la, pois eu a invejo. Eu é que deveria ser semelhante a Deus. [1Pedro 5:8]

QUAIS SÃO SUAS ESTRATÉGIAS PARA DESTRUIR O HOMEM?
Lúcifer : Meu objetivo maior é afastá-los de Deus. Eu estimulo a praticar o mal e confundo suas idéias com um mar de filosofias, pensamentos e religiões cheias de mentiras, misturadas com algumas verdades. Envio meus mensageiros travestidos, para confundir aqueles que querem buscar a Deus. Torno a mentira parecida com a verdade, induzindo o homem ao engano e a ficar longe de Deus, achando que está perto. E tem mais. Faço com que a mensagem de Jesus pareça uma tolice anacrônica, tento estimular o orgulho, a soberba, o egoísmo, a inimizade e o ódio dos homens. Trabalho arduamente com o meu séquito para enfraquecer as igrejas, lançando divisões, desânimo, críticas aos líderes, adultério, mágoas, friezas espirituais, avareza e falta de compromisso (ri às escaras). Tento destruir a vida dos pastores, principalmente com o sexo, ingratidão, falta de tempo para Deus e orgulho. [1Pedro 5:8; Tiago 4:7; Gálatas 5:19-21; 1 corintios 3:3; 2 Pedro 2:1; 2 Timóteo 3:1-8; Apocalipse 12:9]

E SOBRE O FUTURO?
Lúcifer : (com o semblante de ódio) Eu sei que não posso vencer a Deus e me resta pouco tempo para ir ao lago de fogo, minha prisão eterna. Eu e meus anjos trabalharemos com afinco para levarmos o maior número possível de pessoas conosco. [Ezequiel 28:19; Judas 6; Apocalipse 20:10,15]

Como auxiliar uma pessoa triste

April 1st, 2010

A pessoa triste é prisioneira de seu próprio mundo interior. Quando estamos diante de uma pessoa triste, a impressão que temos é a de que aquela pessoa não consegue ver o mundo da maneira que nós vemos, ou da maneira como o mundo realmente é. O que significa isso ?

Vários são os motivos que levam as pessoas à tristeza. A dor da perda de um ente querido, as dificuldades na vida familiar, problemas no ambiente de trabalho, um sonho frustrado, a vontade em realizar alguma coisa que está muito longe ou difícil de acontecer, são algumas das origens da tristeza no ser humano. Estas são algumas razões que levam as pessoas a desistirem de acreditar que seus sonhos são possíveis, e que as fazem entender que não há mais chances de serem felizes.

Uma das primeiras coisas que precisamos fazer é ajudar essas pessoas a enxergar o mundo e a si mesmas com um outro ponto de vista. Ou seja, quando levamos as pessoas tristes a perceberem que elas não têm muitos motivos para serem infelizes em comparação à outras pessoas, elas descobrem que a tristeza não é o fim, e sim uma situação em que decidimos não aceitar.

Por exemplo: alguém diz que está muito triste por morar em um casa muito pequena. Essa pessoa sofre, torna-se amargurada e vive muito abatida, porque ela deseja morar em uma casa maior. Agora, peça para esta pessoa refletir apenas por um momento, sobre a vida de outras pessoas que estão morando em um lugar menor ainda, ou em uma região da cidade mais modesta e de condições precárias. E mais: peça para ela refletir sobre as pessoas que não têm um lugar para morar. Qual é a reação agora ?

Se olharmos para o mundo ao nosso redor, veremos o quanto temos para agradecer, e muito pouco do que nos lamentar. Quando vemos o grande número de pessoas que passam, diariamente, por extremas dificuldades, em diversas áreas da vida, percebemos o quanto somos abençoados.

Então, quando precisamos auxiliar uma pessoa triste, tente ajudá-la a pensar nos outros, e não em si mesma. Auxiliar uma pessoa triste pode começar com o olhar para os nossos semelhantes e em como eles vivem, e para as dificuldades que eles enfrentam. Este é o primeiro passo.

Em seguida, vêm a necessidade que todos nós, seres humanos, temos de nos sentirmos importantes. Precisamos ser úteis. Precisamos ser pessoas queridas, amadas. Precisamos saber que alguém se importa com a nossa vida. Para auxiliar uma pessoa triste, você deve demonstrar o quanto ela é necessária para as outras pessoas, seja para a família, seja para os amigos, para os colegas de trabalho, ou mesmo para um desconhecido que foi beneficiado por um simples gesto de cordialidade ou de assistência. O nosso principal papel no mundo em que vivemos é servir uns aos outros. É sermos ajudadores que auxiliam a outras pessoas. É dessa maneira que nos tornamos  mais realizados e alcançamos plenamente o sentido da nossa existência. Sem este sentimento de importância, de auto-estima e amor próprio, até mesmo a própria vida começa a ser cansativa e desinteressante, quando chegamos ao ponto de não desejar continuar vivendo.

Mostre para a pessoa triste, a qual você irá auxiliar, que ela não está sozinha. Ela têm uma função essencial para cumprir, e que somente ela poderá cumprir. Sempre temos alguém que necessita de nós, e se não sabemos a quem podemos ser úteis, significa que ainda não tivemos a chance de encontrar nosso verdadeiro lugar. Todos nós temos qualidades, virtudes e capacidades com as quais podemos contribuir para tornar melhor a vida de outras pessoas. E é a partir desse momento que a nossa própria vida torna-se mais completa e feliz.

Quem sou

March 15th, 2010

Meu nome é Alex Sandro D. Paixão, como você já deve ter percebido pelo nome deste site. Sou paulista, desenvolvedor de sistemas informatizados (tecnologia), empreendedor e cristão. Sou um idealista e meu sonho é ver as pessoas do mundo em que vivemos relacionando-se com paz, humildade, união, sinceridade e amor.

Em janeiro de 1999, após ter sofrido com diversos traumas psicológicos e emocionais, conheci um novo amigo que me auxiliou com sua incrível determinação e amizade, e compartilhou comigo suas experiências de vida após ter se convertido para a fé cristã. Perdi todos os meus medos que existiam em relação ao momento “pós-vida”, e passei a ter convicção sobre o porquê estava neste mundo e sobre o quê poderia fazer de bom para a humanidade. Comecei a ler a bíblia vorazmente, e concluí a leitura completa por três vezes. As pessoas que conviviam mais perto de mim notaram a mudança clara que havia acontecido, como se eu tivesse transformado-me em uma nova pessoa. Integrei-me com um grupo de outros cristãos no hospital onde trabalhava, e passei a visitar os enfermos, conversando com as pessoas em cada leito, fazendo orações, lendo alguns textos da bíblia e eventualmente cooperando com a enfermagem em alguma tarefa necessária. Neste mesmo ano, tive diversas experiências impactantes decorrentes da minha nova maneira de viver, e parte destas experiências estão anotadas em um caderno, o qual tenho comigo até hoje.

Vencendo a depressão e a tristeza

March 15th, 2010

Tive alguns episódios e experiências marcantes no decorrer da minha vida, principalmente no período entre a pré e pós-adolescência, e que fizeram-me buscar o amor próprio e um sentido para viver. Durante estes anos, aprendi que as pessoas acostumam-se com a idéia de que elas são aquilo que as outras pessoam dizem a seu respeito. Ou seja, acabamos acreditando no que as outras pessoas falam sobre nós, e esquecemos de quem nós somos verdadeiramente.

A depressão e a tristeza são sentimentos que torturam milhares de pessoas atualmente, levando ao consumo de medicamentos controlados, consultas a especialistas em psicologia e até mesmo a pensamentos de dar fim à própria vida. O indivíduo que está em profunda depressão perde a vontade de tudo: de viver, de relacionar-se com outras pessoas, de realizar suas atividades no dia-a-dia e não têm mais esperanças ou qualquer desejo de continuar vivendo.

Talvez você esteja passando por alguma das situações descritas abaixo:

- sofrimento com a discriminação por parte de colegas da escola ou do trabalho

- rejeição e humilhação

- violência ou educação rígida, com ameaças ou agressões, por parte de seus pais, fazendo com que você tenha sentimentos de medo, complexo de inferioridade e ódio, levando você a ter idéias ou pensamentos maus em relação aos seus pais

- discriminação e falta de respeito por parte de outras pessoas

- problemas com a aparência, seja por problemas com acne (espinhas) ou por causa de outras pessoas que vivem dizendo que você não é bonito (ou bonita),  e que você não encontrará ninguém que ame você

- depressão e pensamentos de suicídio, com tristeza profunda

- pressão e insegurança no ambiente de trabalho, fazendo você pensar em deixar o emprego ou simplesmente abandonar o trabalho

- infidelidade ou traição, por parte de pessoas que estavam envolvidas com você apenas com o objetivo de iludir ou enganar

- a busca do amor perfeito, onde você têm muita vontade de amar alguém, e de ser amado por alguém, e acredita que irá satisfazer essa vontade ou desejo através de alguma pessoa. Você procura uma forma de preencher o vazio que está sentindo, e procura uma pessoa que lhe dê afeto, atenção e amor

- medo do que irá encontrar depois de ter deixado esta vida

- profunda insatisfação em trabalhar com algo que você não ama, fazendo de você uma pessoa triste

- procura algo em que possa acreditar, seja uma fé ou alguma coisa para colocar todas as suas esperanças, nesta vida e na vida futura

Se você está vivendo ou passando por alguma das situações descritas acima, continue conosco e visitando este blog. Espero poder te ajudar, e compartilhar minhas experiências de vida para trazer uma palavra de esperança e de vitória sobre as dores que estão em seu coração. Embora não há respostas para tudo e nem sempre consigamos encontrar a saída para todos os nossos problemas, pelo menos conseguiremos repartir o conhecimento que já acumulamos durante o tempo em que estamos neste mundo, para auxiliar nosso leitor no alívio de sentimentos como a depressão e a tristeza