Como larguei o emprego e passei a trabalhar na Internet em casa

TulipsPreciso compartilhar meus pensamentos com você, que não sente mais prazer no seu trabalho, em sua atividade ou já não está tão motivado na empresa onde trabalha.

Devo dizer que vim da área de tecnologia. Estudei Ciências da Computação na faculdade, e comecei a trabalhar nesta área à 14 anos, em 1996. No início, gostava do meu trabalho, e me sentia animado. Durante esses 14 anos, tive apenas dois empregos. No segundo emprego, percebi que eu não já não era mais feliz, especialmente porque passei a trabalhar longe de casa. Eram quase 2 horas para ir, e mais 2 horas para voltar. Comecei a pensar que o meu trabalho na área de tecnologia não era o objetivo final, mas talvez era somente uma experiência necessária, que iria fornecer as ferramentas úteis para criar o meu próprio negócio. Percebi que meu objetivo não era ser um desenvolvedor de software. Eu tinha que entender um pouco de tecnologia, para que a base necessária fosse construída, e assim tivesse à disposição alguns elementos importantes para criar um negócio on-line.

Estes 14 anos também serviram para entender um pouco sobre o relacionamento com as pessoas. Dei suporte a usuários de sistemas. Ajudei com treinamentos em software, trabalhei corrigindo bugs e participei do planejamento de negócios em uma empresa de médio porte. Nestes anos de trabalho, tratei com pessoas de vários tipos de personalidade. Talvez isso me ajudou a ter alguma experiência em lidar com clientes.

Finalmente, em 2010, comecei a ficar deprimido. Nesse ponto, eu já estava no segundo (e último) trabalho. Convivi com pessoas difíceis, algumas sarcásticas e insensíveis. Muitas destas pessoas, os conhecidos “colegas de trabalho”, tinham por hábito tratar os funcionários mais jovens com desprezo. Eu vim de um emprego onde estive ocupando cargos de relativa importância, mas no segundo emprego eu voltei a ser uma espécie de estagiário. Os antigos funcionários não tratam muito bem os recém-chegados naquela empresa. Mas, nesse segundo trabalho, eu tinha um excelente salário, o que me fez ficar por algum tempo, e aproveitei para poupar dinheiro.

Enfim, cheguei ao limite e pedi licença em julho de 2010, e nunca mais voltei. Toda essa história, que resumi para você, é algo que me deixa orgulhoso. Eu realmente passei os últimos meses em profunda tristeza, pois meu anseio era livrar-me daquele último emprego. Naqueles dias, eu me via sem saída, e tinha dificuldades para encontrar uma idéia que ajudasse-me a deixar o emprego e começar meu próprio negócio. Eu estava com medo. Medo de abandonar um salário garantido no final do mês, o medo de não pagar as contas, o medo do desconhecido, medo do sentimento de segurança que o trabalho proporcionava.

Além disso, eu realmente era motivo de piada para alguns “amigos”. Eles não acreditavam que eu seria capaz de abrir um negócio. Principalmente, os companheiros mais velhos, estes eram os mais incrédulos. Várias destas pessoas simplesmente zombavam, quando eu compartilhava sobre meu sonho de trabalhar em casa. Muitas daquelas pessoas olhavam para si mesmas e viam-se como “deuses”, somente porque tinham um salário maior e, em tese, mais experiência na empresa. Hoje em dia, trabalho em casa com duas lojas on-line, eu ganho o suficiente para manter o mesmo padrão de vida em relação ao que eu tinha quando era empregado. Não sou rico, mas agora não tenho patrão, e faço meus próprios horários. Posso levar minha filha para um passeio, posso brincar com ela ou levá-la ao pediatra, sem pedir a bênção de um chefe.

Devo dizer que eu sou apaixonado em falar sobre isso. Eu estava determinado a provar aos outros e, especialmente, para mim mesmo, que era possível trabalhar em casa. No passado, isto era um sonho, mas hoje é realidade. Vejo um monte de pessoas infelizes em seus trabalhos. Estas são as pessoas que estão trabalhando em um emprego apenas pela necessidade de salário. São pessoas que são quase obrigadas a dar um sorriso para os colegas do escritório, mas este não é um sorriso sincero. São pessoas que, ao chegar no domingo, sentem angústia quando lembram que terão de voltar a um ambiente do qual já não sentem-se bem, e precisam estar com outras pessoas com as quais não possuem um bom relacionamento, mas é necessário “aturá-las”. Eu estava nessa situação. Acho que a saída de um emprego onde nos sentimos como em uma prisão é uma vitória. 

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